Sexta-feira , Dezembro 15 2017
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São Tarcísio

“Tarcísio era acólito na Igreja de Roma, no ano 258, aproximadamente. Ele acompanhava o Papa Sisto II na Missa (esse Papa morreria no mesmo ano, por ser cristão). Nessa época, a Missa era celebrada nas catacumbas, devido às perseguições do imperador romano, Valeriano. Quando os cristãos eram presos, quase sempre eram mortos, e era costume levar a Eucaristia (às escondidas) para que eles não desanimassem e nem perdessem a fé.

Um dia, às vésperas de um martírio de cristãos, era preciso levar a Eucaristia a eles. O problema era a falta de pessoas que o fizessem. Foi quando Tarcísio se ofereceu para tal serviço. O Papa Sisto II e os demais cristãos que estavam nas catacumbas não concordaram com a ideia, pois Tarcísio poderia ser morto. Tarcísio, porém, argumentou que, por ser uma criança, ninguém desconfiaria dele. Afirmou, ainda, que preferia morrer a entregar a Eucaristia aos pagãos romanos.

Após ter dito isso, o seu nome foi aceite.

– Vai, Tarcísio – exclamou o Papa. – Aqui estão as hóstias consagradas. Aqui está Jesus, que irás levar aos nossos irmãos prisioneiros. Que Ele te acompanhe. Vai, meu filho!

O pequeno acólito subiu as escadas sombrias do subterrâneo e chegou à superfície. Parece que ninguém reparou naquele menino que caminhava um tanto fora da rua, com as mãos sobre o peito, guardando o bem mais precioso: A Sagrada Eucaristia.

Passando por um caminho, chamado de VIA ÁPIA, alguns miúdos chamaram Tarcísio.
– Vem brincar connosco. Falta um para começar o jogo.
– Agora não posso. Vou levar um recado urgente. Na volta, sim.
– Queremos agora… Mas o que vai levas aí? Mostra-nos logo.

Ele recusou. Os miúdos insistiram, ameaçaram, empurraram. Ele resistia porque, pagãos como eram, poderiam profanar as sagradas espécies.

A resistência fez aumentar a curiosidade dos miúdos. Começaram a dar-lhe pontapés e pedradas. O menino caiu no chão, ensanguentado. As mãos continuavam a proteger a Santa Eucaristia.

Foi quando parou ali um soldado, guarda do quarteirão. Era Quadrato que, às escondidas, costumava frequentar o culto dos cristãos. Os miúdos fugiram ao ver o soldado aproximar-se. Levantando do chão o pequeno mártir, exclamou surpreso e comovido:
– É o Tarcísio. Já vi esse menino nas catacumbas…
O pequeno mártir morreu nos braços do soldado, com as mãos apertando ainda a Santa Eucaristia contra o peito.”
Esta é a história de Tarcísio: o pequeno acólito que, desde muito cedo amou Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia, e é, para nós hoje, um exemplo a ser seguido.

O dia de São Tarcísio, padroeiro dos Acólitos, é comemorado a 15 de Agosto!