Quarta-feira , Abril 24 2019
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Livro Celebrações da Semana Santa

A pedido de muitos bispos e presbíteros, preparou-se esta edição para proporcionar aos presidentes das celebrações um melhor acesso aos textos litúrgicos nestes dias mais solenes do ano litúrgico. Inclui os textos do Ordinário da Missa, as orações, as rubricas, a oração universal e a música.

APRESENTAÇÃO

No Ocidente, os documentos litúrgicos sobre a celebração do Tríduo Pascal são poucos. Contudo, Santo Ambrósio (†397) já refere o termo “Triduum Sacrum” e Santo Agostinho (†430) usa, claramente, a expressão “Sacratissimum Triduum” para indicar os dias em que Cristo sofreu, repousou no sepulcro e ressuscitou. Por tal motivo, o Tríduo Pascal não constitui uma preparação da solenidade da Páscoa, mas é, verdadeiramente, a celebração da morte e da Ressurreição de Cristo, da qual resplandece a novidade de vida em Cristo que brota da sua morte redentora.

O Tríduo Pascal da Paixão e da Ressurreição do Senhor, ponto culminante de todo o Ano litúrgico, inaugura-se com a Missa da Ceia do Senhor, tem o seu centro na Vigília Pascal e termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.

O significado teológico dos três dias é realçado pelo Catecismo da Igreja Católica, nestes termos: «Partindo do Tríduo pascal, como da sua fonte de luz, o tempo novo da Ressurreição enche todo o ano litúrgico da sua claridade. Ininterruptamente, dum lado e doutro desta fonte, o ano é transfigurado pela liturgia. É realmente “ano da graça do Senhor”» (n. 1168). E, a seguir, acrescenta: «É por isso que a Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras; é a “festa das festas”, “solenidade das solenidades”, tal como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o grande sacramento). Santo Atanásio chama-lhe “o grande Domingo”, tal como a semana santa é chamada no Oriente “a semana maior”» (nn. 1168-1169).

Da celebração do Tríduo Pascal passou-se à celebração da Semana Santa. A Semana Santa, em sentido estrito, compreende os últimos dias da Quaresma até ao início do Tríduo Pascal, iniciando-se com a “procissão de Ramos” no Domingo da Paixão do Senhor, que recorda a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, e com a Missa em que se lê a paixão segundo um dos Evangelhos sinópticos incluindo a “Missa Crismal” na Quinta-Feira Santa de manhã, celebrada pelo Bispo com o Presbitério e o Povo Santo de Deus na igreja Catedral. Todavia, em sentido alargado, envolve simultaneamente o Tríduo Pascal.

Efectivamente, a celebração do mistério pascal de Cristo, na sua totalidade, constitui o momento privilegiado do culto cristão, não só no seu desenvolvimento anual, mas quotidiano e semanal. O mistério pascal de Cristo é o princípio basilar de toda a reforma litúrgica.

A Liturgia da Igreja convida-nos, portanto, a celebrar, na alegria do coração, o perene Aleluia em Cristo, a nossa Páscoa e a nossa Paz.

+ José Manuel Garcia Cordeiro
Bispo de Bragança-Miranda
Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade de Portugal

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