Sexta-feira , Janeiro 18 2019
Home / Noticias / 20 de novembro de 2016 – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo -Fim do Ano Litúrgico

20 de novembro de 2016 – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo -Fim do Ano Litúrgico

a) Com a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, iniciamos a última semana do Ano Litúrgico. Esta solenidade foi instituída pelo Papa Pio XI em 1925 e era celebrada no último domingo de Outubro. Na Reforma do Calendário Litúrgico, em 1969, Paulo VI colocou-a no último domingo do Ano Litúrgico, numa perspectiva escatológica, ou seja, orientando o nosso olhar para o fim dos tempos e da História. As leituras bíblicas deste Ano A falam-nos de Jesus como o Senhor da História, o Pastor que cumpre as promessas de Deus, o segundo Adão que dá origem a uma nova humanidade, o Juiz dos povos no fim dos tempos.

b) O profeta Ezequiel lamentava-se dos maus pastores que, no seu tempo, conduziam o Povo de Israel. Mas, promete que Deus será o bom pastor. Ele irá ao encontro das ovelhas perdidas, reuni-las-á, libertá-las-á de todo o perigo, apascentá-las-á, curará as doentes e as enfraquecidas. Todas estas características do bom pastor lembram-nos Jesus Cristo. É evidente que o Salmo Responsorial teria de ser o 22: “O Senhor é o meu pastor: nada me falta… a bondade e a graça hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida”, “habitarei na casa do Senhor para todo o sempre”. Este Pastor será também Juiz. O profeta Ezequiel termina, dizendo: “assim fala o Senhor Deus: hei-de fazer justiça entre ovelhas e ovelhas…“. A 1ª Leitura prepara-nos para escutar o relato do Juízo Final, presidido por Jesus Cristo, o Juiz universal (Evangelho).

c) Também São Paulo, na 2ª Leitura, faz referência a Jesus como o Senhor da História. Jesus é o primeiro que ressuscitou de entre os mortos, confirmando a nossa futura ressurreição. É o novo Adão que dá origem a uma nova humanidade, na qual Ele é a “primícia” e Senhor. Ele, o novo Adão, vencerá a morte (“o último inimigo”) e no fim dos tempos oferecerá a Deus Pai o Reino definitivo.

d) No evangelho, encontramos uma das páginas mais impressionantes da Escritura, aparecendo só no evangelista Mateus: o juízo final, onde Jesus é o Juiz de todas as nações e de toda a história. Neste relato, S. Mateus diz-nos que Jesus avaliará todas as gerações pela caridade. São João da Cruz diz: “no fim da nossa vida, seremos examinados pelo amor”. Podemos, até, afirmar, que Jesus já antecipa as perguntas do exame final. Faremos ou não parte do Reino de Deus se tivermos dado ou não de comer a quem teve fome, de beber ou não a quem teve sede, visitado ou não os doentes e os presos … Ou seja, se tivermos ou não praticado as “obras de misericórdia”. Não nos esqueçamos que aquilo que nos motiva a ir ao encontro dos mais necessitados é que Jesus está presente em cada um deles (“quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer”).

e) Esta solenidade de Cristo – Rei está envolvida em ambiente escatológico e numa perspectiva de futuro: o Senhor, Rei do Universo e Senhor da História. Mas, para cada um de nós, este Reino já começou na história da nossa vida. Cristo é o nosso Mestre, o nosso Pastor, o nosso Rei. Pelo Baptismo, fazemos parte do seu Corpo e em cada Eucaristia somos alimentados por Ele. É Nele que acreditamos, é Ele que queremos seguir e que recebemos em comunhão, é Ele o nosso Juiz no fim dos tempos. Tudo isto nos enche de confiança, porque pelo evangelho conhecemos Jesus como Bom Pastor e rico de misericórdia. Nós somos os “felizes” que são convidados às bodas do Cordeiro. Participando na Eucaristia, recebemos a garantia da vida: “quem me come terá a vida eterna: e eu o ressuscitarei no último dia”.

 

 

Fonte:

Secretariado Diocesano da Pastoral Litúrgica de Viseu

Check Also

Informação do Secretariado Diocesano dos Acólitos

A equipa do CDA reuniu-se no passado dia 30 de julho, em Loulé, para uma …

Deixe uma resposta